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segunda-feira, 24 de março de 2008

Marketing viral provoca polêmica

Fonte: Estadão.com.br / Marili Ribeiro

Ações da Nike e da Unilever para gerar propaganda boca-a-boca com fatos inusitados dividem os publicitários

Por pressão dos anunciantes, cresce na propaganda o uso da ferramenta conhecida como "marketing viral" ou "buzz marketing". São iniciativas que apelam ao velho recurso da divulgação boca-a-boca, só que agora difundido via internet e, se possível, em noticiários de rádio, televisão e mídia impressa. Para chamar atenção do consumidor em meio a tanta oferta de anúncios, as agências tentam ações inusitadas na expectativa de gerar exposição na mídia e visibilidade para as marcas.

O excesso de uso desse tipo de iniciativa, na opinião de alguns publicitários, começa a saturar o consumidor e causar problemas. Afinal, quando se provoca os comentários espontâneos, se perde o controle da situação. E, quando se provoca factóides pode se provocar críticas. "Há risco envolvido nessas ações e isso precisa ficar claro para o anunciante", diz Paulo Sanna, diretor de criação da agência McCann-Erickson.

Nas últimas semanas, duas ações de grandes anunciantes, Nike e Unilever, acenderam comentários sobre o tema. A Nike apelou para um blog na tentativa de plantar um fato positivo sobre o jogador Ronaldo, operado no joelho e patrocinado da marca. Houve protesto da comunidade blogueira por se sentir manipulada. "A proposta era provocar um ato de solidariedade ao jogador", diz o assessor da Nike, David Grinberg. Mas a onda de comentários negativos acabou provocando a demissão do publicitário que disparou a ação.

Se há consenso que, no caso da Nike, o viral não foi bem sucedido - até mesmo entre os mais radicais, adeptos do estilo "falem bem ou mal, mas falem de mim" -, no caso do falso incidente dos "vestidos iguais" usados por duas atrizes, criado pela Unilever promover a sua marca Seda de xampu, há divisões. "A imprensa é que se sentiu manipulada", diz um publicitário que prefere o anonimato.

A coincidência tinha jeito de ação orquestrada desde o início, mas, mesmo assim, em especial a mídia de celebridades e as colunas sociais embarcaram na situação criada pela Unilever. Deram exposição ao falso incidente de Adriane Galisteu e Taís Araújo. A ação integra a campanha em que a embalagem do xampu tem a estampa do vestido usado pelas atrizes, contratadas como garotas-propaganda .

"Contratar gente para disparar e-mails não é uma ação viral, embora seja vendida como tal", critica Sérgio Valente, presidente da agência DM9DDB. "É muito difícil criar um factóide que vire assunto para um boca-a-boca, que seja capaz de mobilizar as pessoas. Quem promete algo assim não vai entregar. Pior, o consumidor não aceita manipulação. Ele aceita uma idéia surpreendente, mesmo que seja pura publicidade."

Sanna, da McCann, que já fez uso do marketing viral a pedido de clientes, faz questão de destacar que o uso deve ser bem ponderado, para não resultar em prejuízo para a marca. "Plantar um fato falso pode promover antipatia", diz ele. "A exploração do recurso fez muito sucesso em 2000, quando surgiu, até 2005, quando o uso excessivo reduziu sua força. Hoje, só faz sentido usá-lo se o recurso fizer parte de uma campanha maior, orquestrada em várias etapas". Esse seria o caso da Unilever para a marca Seda.

Para atingir seus objetivos comerciais, as ações virais precisam ter senso de oportunidade. A agência NBS obteve bons resultados para o cliente MyMovies, uma locadora de filmes do Rio de Janeiro, ao produzir uma campanha no boca-a-boca a partir de um vídeo postado no YouTube. A ação teve a participação do ator Caio Junqueira, um dos policiais em treinamento pelo capitão Nascimento no filme Tropa de Elite.

O momento da iniciativa contou a favor, já que aconteceu quando o filme começava a fazer sucesso junto ao público e criar polêmica. A estratégia tinha duas etapas. Na primeira, mostrava o ator brigando com um camelô de filmes piratas, sugerindo que ele confundia o personagem com a vida real.

O rumor causado pelo vídeo rendeu várias matérias na imprensa, além de ter figurado entre os mais assistidos no YouTube na semana de sua estréia. Depois desse sucesso, a agência pôs outro vídeo no ar, em que o serviço da locadora MyMovies era apresentado.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Leitura de jornais tem relação direta com idade de leitor

Por Redação do IDG Now!

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Comentários meus: em todo "Online day" que faço (apresentação do meio digital para clientes, pessoas que não tem consciência do potencial da web) sempre há alguém com formação unicamente analógica/offline que faz cara feia quando apresento a mudança das pessoas no consumo dos meios. Bem, leia o artigo e espere alguns anos; você vai usar o jornal para vender fraldas geriátricas >:)
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São Paulo - Jovens que lêem pouco ou ignoram jornais impressos consomem, no total, mais notícias ao visitar sites dos veículos e agregadores.

Quanto mais velho um leitor, maior a probabilidade de ler diariamente jornais, enquanto, entre camadas mais jovens da sociedade, as edições impressas chega a ser ignorada por uma fatia substancial, segundo estudo da comScore divulgado nesta quinta-feira (13/03).

Usuários com idade entre 18 anos e 24 anos são 39% mais propensos a não ler o jornal impresso que a média de leitores, afirma a comScore, enquanto leitores com mais de 65% tendem a ler o impresso com quase 3 vezes (2,96) mais freqüência que a média.

Segundo a consultoria, a leitura de jornais impresso obedece a uma relação com o aumento da idade do leitor - quanto mais velho ele é, maior a chance da leitura, enquanto uma idade menor representa uma tendência mais forte de buscar outras fontes de informação que não o jornal diário, deixando-o renegado a poucas ou nenhuma leitura durante a semana.

Por mais que apresentem tendência de ignorar jornais impressos, os jovens se mostram consumidores maiores de informações ao visitarem com freqüência os principais sites de jornais, redes de TV e agregadores de conteúdo norte-americanos, diz o estudo.

Leitores de jornais impressos, porém, se igualam aos mais jovens no que diz respeito ao consumo de notícias nas versões eletrônicas de periódicos de grande alcance, afirma a comScore, citando a média maior de visitação registrada nos sites dos veículos New York Times, Los Angeles Times e Chicago Tribune.

"Leitores que não consomem jornais compõe um segmento particularmente importante a ser alcançado já que consomem mais notícias de forma geral que o padrão - eles apenas preferem consumi-las no formato digital", sintetiza Jack Flanagan, vice-presidente executivo da comScore.

domingo, 4 de março de 2007

Epic 2015 - Uma visão do futuro nos meios digitais

O Epic 2015 é o filme feito por Robin Sloan para o museu da história dos meios, demonstrando como, em 2015, os jornais foram afetados pelo crescimento do meio on-line, até a fundção da Googlezon, o merge entre a Google e a Amazon.

 
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